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Espermatocele

Nódulo ou saliência que pode ser sentida no escroto e contém líquidos e células espermáticas mortas

Descrição

As espermatoceles também conhecidas como quístos espermáticos são quistos geralmente indolores, não cancerosos (benignos) constituidos por uma acumulação de fluídos produzidos pelo epididimo. O epididímo é um ducto curvo que fica por trás do testículo, onde o esperma é armazenado até ser necessário.

As espermatoceles são habitualmente moles e contêm um fluído esbranquiçado no qual se encontram células espermáticas mortas. Com o passar do tempo as espermatoceles podem manter-se estáveis em termos de tamanho mas também podem aumentar de volume. No caso do seu tamanho se tornar incomodativo ou provocar dor, existem várias opções de tratamento para rectificar o problema.
Diagnóstico

As espermatoceles são geralmente descobertas através de um auto-exame ou aquando de um exame médico. A espermatocele deixa passar a luz, o que indica que não se trata de um tumor sólido mas mais provavelmente de um quísto benigno. A ecografia continua a ser um meio de diagnóstico muito fiável, relativamente rápido e não invasivo.


Tratamento

Como geralmente as espermatoceles não provocam desconforto e é frequente passarem despercebidas, raramente necessitam de tratamento. O tratamento standard para as espermatoceles indolores é a vigilância. No entanto, alguns indivíduos apresentam sintomas significativos, como tamanho incomodativo ou dor. Quando se justifica tomar medidas, as opções terapêuticas são as seguintes:

- Tratamento médico: Podem ser utilizados análgésicos ou anti-inflamatórios orais para aliviar a dor.

- Terapêuticas minimamente invasivas: A aspiração e a escleroterapia são duas abordagens menos comuns para tratar as espermatoceles .

A aspiração consiste na punção da espermatocele com uma agulha e esvaziamento do seu conteúdo para uma seringa.

A escleroterapia consiste na injecção de um agente irritativo directamente na espermatocele, o qual vai procovar a cicatrização plana da espermatocele, eliminando o seu volume reduzindo assim as probabilidades de nova acumulação de fluídos. Embora vários trabalhos confirmem a eficácia e tolerabilidade destes tratamentos, não são geralmente recomendados. A recorrência da espermatocele é uma complicação comum em ambas as opções terapêuticas e com a escleropatia corre-se o risco de desenvolvimento de um epididimite química e dor. Além disso o uso, tanto a aspiração como da escleroterapia, em doentes em idade reprodutora é limitado, devido ao risco de danificação do epididimo, podendo resultar em obstrução ou subfertilidade.

- Terapêutica cirúrgica: A espermatocelectomia é o tratamento standard das espermatoceles sintomáticas e consiste na remoção cirúrgica da espermatocele. O objectivo principal da terapêutica cirúrgica é a remoção da espermatocele com preservação da função reprodutora. É uma intervenção efectuada em ambulatório (não necessita de internamento), sob anestesia local com sedação ou anestesia geral, que habitualmente não chega a demorar uma hora.

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