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Carcinoma do Testículo

Cancro do testículo - Tumor maligno do testículo

Descrição

Os tumores do testículo são relativamente raros. Representam 1% dos tumores malignos no homem, atingindo sobretudo a faixa etária dos 15-34 anos.

Até prova do contrário qualquer nódulo ou área dura que apareça no testículo deve ser considerada como um potencial tumor. 50% dos homens a quem foi diagnosticado cancro do testículo apresentavam queixas de inchaço indolor ou aumento do tamanho do testículo. Outros 25 a 50% podem sentir dor ou aumento da sensibilidade. Alguns queixam-se também de uma moinha associada ao nódulo.

Infelizmente é frequente que os homens demorem a queixar-se ao médico destes sintomas (até uma média de cinco meses). Como o tumor se pode espalhar durante esse período de tempo, é importante consultar imediatamente um urologista.
Diagnóstico

O urologista pode requisitar uma ecografia, um exame radiológico simples, não invasivo, para confirmar um nódulo suspeito. Pode também pedir uma análise ao sangue para verificar os marcadores tumorais, proteínas produzidas pela maioria das patologias testiculares que confirmam a presença de cancro.

O cancro do testículo classifica-se em 3 estádios:

Estádio 1: O cancro só se encontra no testículo

Estádio 2: O cancro invadiu os nódulos linfáticos do abdómen

Estádio 3: O cancro espalhou-se para além dos nódulos linfáticos do abdómen. Pode existir cancro longe do testículo, como no pulmão ou no fígado por exemplo.
Tratamento

O tratamento inicial dos tumores suspeitos é a remoção cirúrgica do testículo através de uma pequena incisão na virilha. Nalguns casos pode ao mesmo tempo colocar-se uma prótese, unicamente para efeitos cosméticos.

O tratamento subsequente dependerá do tumor, visto os cancros do testículo serem classificados segundo o seu tipo celular, o qual determina tanto o seu comportamento biológico como a maneira como respondem ao tratamento. O tipo celular mais frequente de cancro do testículo é o seminoma, um tumor que reage tanto à radiação como à quimioterapia. A radioterapia é habitualmente utilizada para tratar seminomas de estádio baixo.

Todos os outros tipos celulares são tumores não-seminomas. Para estes cancros, as opções terapêuticas incluem vigilância, cirúrgia ou quimioterapia, dependendo do tipo celular e da extensão do tumor. O urologista utilizará vários exames imagiológicos – como por exemplo, radiografias, TACs – assim como análises sanguíneas de marcadores tumorais para avaliar o cancro em relação ao tratamento.

Em doentes com cancro do testículo mais avançado ou tumores mais agressivos é necessário proceder-se à remoção cirúrgica dos nódulos linfáticos situados no abdómen, atrás do peritoneu, para se avaliar a extensão do tumor. Se a doença já estiver espalhada, o doente pode vir a ser submetido imediatamente a quimioterapia. Os especialistas receitam frequentemente um “cocktail” de fármacos ou a associação de dois ou três agentes – como a cisplatina, o etoposido e a bleomicina – administrados em ciclos de três ou quatro semanas. Por vezes é preciso proceder-se à remoção cirúrgica de tumores residuais, após a conclusão da quimioterapia.

A taxa de cura do cancro do testículo de estádio baixo é actualmente de praticamente 100 % e de mais de 85 % para a doença mais avançada.

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