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Abcesso renal

Designa-se por abcesso o acúmulo localizado de pus num tecido, formando uma cavidade. O abcesso renal é um abcesso confinado ao rim.

Descrição

O abcesso renal é uma doença muito pouco comum mas geralmente ocorre em consequência de problemas comuns como uma inflamação renal, a presença de cálculos (pedras) no rim ou uma situação de refluxo periureteral. O abcesso renal pode ocasionalmente desenvolver-se a partir de uma fonte infecciosa localizada numa qualquer área do organismo. A ocorrência de abscessos dérmicos (da pele) múltiplos e o abuso de drogas intravenosas podem também estar na origem dos abscessos renais. Infecções urinárias complicadas associadas a cálculos, gravidez, bexiga neurogénica ou diabetes mellitus constituem também factores de risco para o desenvolvimento de abscessos renais.

Os sintomas podem consistir em febre, arrepios, dor abdominal, perda de peso e uma vaga sensação de desconforto. A micção pode ser dolorosa e por vezes pode haver presença de sangue na urina. A detecção da doença pode eventualmente ser demorada visto que os sintomas são vagos e a patologia pouco comum.
Diagnóstico

O doente apresenta geralmente um aumento da contagem de glóbulos brancos e presença de bactérias no sangue e na urina.

Os resultados radiológicos dependem da extensão e da duração da infecção. A detecção de pequenos abcessos renais pode ser difícil. Ecografias e TACs podem ser úteis para a detecção de um abcesso renal. A TAC parece ser o método de diagnóstico ideal, com uma taxa de precisão de 96%. Estes métodos imagiológicos que apenas estão disponíveis há duas a três décadas, facilitaram consideravelmente a realização do diagnóstico desta doença.
Tratamento

As opções terapêuticas são a administração de antibióticos endovenosos e a drenagem do abcesso por cirurgia aberta ou por meio da introdução guiada por Raio-X de um catéter através da pele. Esta técnica mais recente, chamada drenagem percutânea tornou-se o método de drenagem mais frequente. Embora a drenagem seja o método de tratamento tradicional, na última década os doentes têm vindo a ser tratados com sucesso por meio de antibióticos intravenosos e vigilância, desde que o diagnóstico tenha sido efectuado precocemente.

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