Voltar

Cabazitaxel: Novo agente quimioterapêutico aprovado nos Estados Unidos para o carcinoma da próstata avançado

O cabazitaxel foi aprovado nos Estados Unidos como quimioterapia de segunda linha no carcinoma da próstata avançado resistente à hormonoterapia em doentes previamente tratados docetaxel.

O cabazitaxel é o primeiro agente quimioterapêutico a ter revelado uma melhoria da sobrevivência neste contexto desde o docetaxel. Foi descrito como “um progresso considerável da quimioterapia secundária para o carcinoma da próstata avançado” por ocasião do Congresso Anual de 2010 da American Society of Clinical Oncology.
O fármaco foi aprovado pela FDA (Autoridades Sanitárias dos E.U.A.) antes do que estava previsto por ser considerado um avanço terapêutico efectivo.
A aprovação foi concedida com base nos resultados de um ensaio clínico de Fase 3 denominado “TROPIC” realizado em 755 doentes. Todos os doentes tinham carcinoma da próstata hormono-resistente e tinham sido previamente tratados com docetaxel. Foram randomizados (divididos aleatoriamente) em dois grupos: Um tratado com prednisona e cabazitaxel e outro com prednisona e mitoxantrona.
A sobrevivência global média foi de 15,1 meses com o cabazitaxel e 12,7 meses com a mitoxantrona.
As taxas de resposta tumoral avaliadas pelos investigadores segundo os Critérios de Avaliação da Resposta nos Tumores Sólidos foram de 14,4 % para o grupo do cabazitaxel contra 4,4 % para o grupo da mitoxantrona (p=0,0005), embora não se tenham observado respostas completas em nenhum dos grupos.
O fabricante, a empresa Sanofi-Aventis, informou, num comunicado à imprensa, que as reacções adversas mais comuns (grau 1 a 4) registadas em 10% dos doentes foram: neutropenia, anemia, leucopenia, trombocitopenia, diarreia, fadiga, náuseas, vómitos, obstipação, astenia, dores abdominais, hematuria, dores nas costas, anorexia, neuropatia periférica, pirexia, dispneia, disguesia, tosse, artralgia e alopecia. Os efeitos secundários que mais frequentemente conduziram à suspensão do tratamento foram a neutropenia e a insuficiência renal. No grupo tratado com cabazitaxel, 18% dos doentes tiveram de suspender o tratamento por causa dos efeitos secundários; 8 % no grupo tratado com mitoxantrona.
A empresa também alerta para o facto de terem sido registados casos de morte por neutropenia. Para descartar a ocorrência de neutropenia deveriam ser efectuados hemogramas frequentes e o cabazitaxel não deveria ser administrado em doentes com contagens de neutrófilos inferiores ou iguais a 1 500 células/mm3. Deveria considerar-se uma profilaxia primária com um factor estimulante das colónias de granulócitos em doentes com características clínicas de alto risco.
Implicações clínicas:

- A FDA aprovou o cabazitaxel em associação com prednisona como tratamento de segunda linha do carcinoma da próstata hormono-resistente em doentes previamente tratados com docetaxel.

- Os efeitos secundários de grau 1 a 4 registados em mais de 10% dos doentes tratados com cabazitaxel incluiram neutropenia, anemia, leucopenia, trombocitopenia diarreia, fadiga, náuseas, vómitos, obstipação, astenia, dores abdominais, hematúria, dores nas costas, anorexia, neuropatia periférica, pirexia, dispneia, disguesia, tosse, artralgia e alopecia.

- Ocorreram mortes por neutropénia com o tratamento com cabazitaxel. Devem efectuar-se hemogramas frequentes e a terapêutica ser suspensa em caso de contagem dos neutrófilos igual ou inferior 1 500 células/mm3. Deveria considerar-se uma profilaxia primária com um factor estimulante das colónias de granulócitos em doentes com características clínicas de alto risco.

Voltar