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Análise à urina para detecção do cancro do rim a um passo de ser desenvolvida

Ao debruçar-se sobre o estudo de doentes com cancro renal, uma equipa de investigadores da Washington University School of Medicine em Saint Louis (Estados Unidos) identificou duas proteínas presentes na urina susceptíveis de resultar num diagnóstico mais precoce e rigoroso do cancro do rim.
Esta investigação é a primeira a ter identificado proteínas excretadas na urina que parecem revelar com rigor a presença de 90% de todos os cancros renais.
Actualmente não existe nenhum exame laboratorial de diagnóstico para o cancro do rim. Cerca de 80% dos tumores renais são descobertos por acaso aquando da realização de uma TAC ou de uma ecografia requisitada para investigar uma queixa abdominal diversa.
O cancro do rim é um cancro silencioso e frequentemente fatal. Mais de 80 por cento dos doentes morrem num prazo de dois anos após o diagnóstico e mais de 95 por cento num prazo de cinco anos, porque na altura em que o cancro é detectado muitas vezes já se espalhou para fora do rim. No entanto quando é detectado cedo, o cancro do rim pode ser curado numa grande percentagem de indivíduos.
Neste estudo, foram efectuadas colheitas de urina em 42 doentes que ficaram a saber que tinham cancro do rim aquando de exames imagiológicos abdominais e em 15 indivíduos que não tinham cancro mas iam ser sujeitos a cirurgia. Outros 19 voluntários saudáveis que não tinham que se submeter a qualquer cirurgia foram também integrados no estudo.
Os investigadores concentraram a sua atenção em duas proteínas que haviam sido anteriormente encontradas em tumores do rim: a aquaporina 1 (AQP 1) e a adipofilina (ADFP). Encontraram grandes quantidades destas proteínas em amostras de urina de doentes com cancro renal.
Não se avaliaram estas proteínas em indivíduos saudáveis ou sem cancro mas com indicação para cirurgia. Os investigadores também descobriram que quando os tumores eram removidos, os níveis das proteínas AQP 1 e ADFP baixavam abruptamente.
Embora a investigação tenha de continuar a ser aprofundada, tudo leva a crer que o desenvolvimento da análise à urina para detecção do cancro renal possa vir a ser uma realidade.

O rastreio do cancro renal numa fase inicial da doença poderia salvar algumas vidas e preservar a função renal em muitos doentes.

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